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Questão de respeito”, diz patrão de CTG que escolheu prenda trans como representante em concurso
Por Rádio JB
Publicado em 26/06/2026 13:54 • Atualizado 26/06/2026 14:22
Rio Grande do Sul
Fonte: Giovani Grizotti Repórter Farroupilha. Foto: Arquivo pESSOAL

Segundo o patrão do CTG Quero-Quero, de São Jerônimo, Marcelo Pagini, a participação de Bruno Pradella Machado no Concurso Regional de Prendas da 2ª Região Tradicionalista é uma questão de respeito às pessoas.
“Precisamos respeitar as pessoas. Essa é uma questão dela, não nossa. Cabe a nós respeitar”, afirma o dirigente.
A candidatura de Bruno marca um momento inédito no tradicionalismo gaúcho. Representante do CTG Quero-Quero, ela poderá se tornar a primeira mulher trans a disputar o título estadual de Primeira Prenda do Rio Grande do Sul. O primeiro passo dessa trajetória ocorre no próximo fim de semana, durante o concurso regional que será realizado em General Câmara.
Primeira prenda adulta da história da entidade, Bruno atua como técnica de enfermagem há quase cinco anos e atualmente cursa Radiologia. O vínculo com o tradicionalismo começou ainda na infância, influenciado pela família.
“Meu contato com o mundo tradicionalista começou muito cedo. Minha mãe me levava para os eventos e o meu pai também sempre me incentivou. Minha família inteira é tradicionalista. Tenho um tio que foi patrão de CTG durante muitos anos, minha irmã dançava e eu também participei das invernadas desde criança”, relata.
Ela integrou grupos de dança até 2019. Ao completar 18 anos, afastou-se das atividades tradicionalistas durante o processo de transição de gênero e para se dedicar à formação profissional.
Em 2025, após concluir a atualização de seus documentos e passar a ser oficialmente registrada como mulher, retomou a participação nas atividades tradicionalistas. O retorno ocorreu após manifestar interesse em participar da ciranda interna de prendas do CTG Quero-Quero.
“Falei que tinha interesse em participar da próxima ciranda da casa. A diretora cultural conversou com o patrão do CTG e fui nomeada prenda. Desde então, sou a primeira prenda adulta da história do CTG Quero-Quero”, afirma.
Agora, Bruno se prepara para o Concurso Regional de Prendas da 2ª Região Tradicionalista, estudando temas ligados à cultura gaúcha e participando das atividades da entidade.
“Está sendo muito gratificante para mim. Mesmo sabendo das questões de preconceito e tudo mais, é um grande marco na história do Movimento Tradicionalista Gaúcho”, diz.
 
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