A universalização do saneamento no Rio Grande do Sul entra em nova fase. Diante do desafio que prevê a implantação de cerca de 18 mil quilômetros de novas redes de esgoto e a ampliação da cobertura dos atuais 30% para 90% da população atendida até 2033, a Corsan criou, em Esteio, o Parque de Infraestrutura e Inovação.
A entrada em operação da Fábrica de Tubos da Companhia neste mês de junho marca a conclusão desse projeto estratégico. Com a nova unidade, o parque passa a reunir, em um único local, fábrica de tubos para redes de água e esgoto, usina de asfalto, laboratório de análises de solos e pavimentação e usina de produção de sulfato de alumínio utilizado no tratamento de água.
O complexo produtivo foi concebido para sustentar o maior programa de expansão do saneamento já realizado no Estado e acelerar o cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.
Agilidade e previsibilidade
Mais do que um conjunto de instalações industriais, o Parque de Infraestrutura e Inovação surgiu para fortalecer a autonomia operacional da Companhia, reduzir a dependência de fornecedores externos, ampliar o controle de qualidade dos materiais e dar mais agilidade e previsibilidade à execução das obras em todo o Rio Grande do Sul.
Para a presidente da Corsan, Samanta Takimi, a iniciativa representa uma mudança estrutural na forma de viabilizar a expansão do saneamento no Estado.
“Quando falamos em universalização, falamos de um desafio que exige escala, eficiência e capacidade de entrega. O Parque de Infraestrutura e Inovação nasce para responder a esse desafio. Ele representa uma decisão estratégica de investir não apenas nas obras, mas também na estrutura que permitirá acelerar sua execução. É um legado para o Rio Grande do Sul e uma demonstração concreta do compromisso da Corsan com a transformação do saneamento e com o futuro das cidades gaúchas”, afirma.
A estrutura por trás da transformação
Nos últimos anos, a Corsan quadruplicou sua média histórica de investimentos, passando de aproximadamente R$ 400 milhões para cerca de R$ 1,5 bilhão anuais. A nova escala de obras exigiu a criação de uma estrutura capaz de acompanhar esse ritmo de expansão, fornecendo materiais, insumos, tecnologia, logística e controle de qualidade para centenas de frentes de trabalho simultâneas.
A fábrica de tubos integra essa estratégia com capacidade de produção de até 200 quilômetros de tubulações por mês, volume suficiente para atender integralmente a demanda das obras executadas pela Companhia.
A usina de asfalto acelera a recomposição das vias após as intervenções urbanas. O laboratório de solos e pavimentação amplia o controle técnico das obras e contribui para maior durabilidade das recomposições. Já a usina de sulfato assegura o fornecimento de um dos principais insumos utilizados no tratamento de água, reforçando a segurança operacional dos sistemas.
Somadas, essas estruturas aumentam a eficiência dos investimentos, reduzem riscos operacionais e permitem maior previsibilidade na execução dos cronogramas.

