Dois dias após a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, o governo brasileiro avalia o cenário como incerto e adota uma postura de prudência diplomática. A orientação do Palácio do Planalto e do Itamaraty é defender de forma enfática a soberania e o princípio da não-intervenção, evitando personalizar o conflito ao citar diretamente Donald Trump ou Nicolás Maduro.
Em nota e manifestações públicas, o presidente Lula classificou a operação como uma “linha inaceitável” e alertou para um precedente perigoso. Um comunicado conjunto com países da América Latina e Europa rechaçou a ação por violar o direito internacional. Internamente, o governo avalia que a posição não deve comprometer a relação com Washington e busca manter o debate no campo dos princípios constitucionais da política externa brasileira.